sábado, 8 de setembro de 2012

O cego pedinte

A diferença em que uma boa publicidade faz é vista nessa clássica história de um cego pedinte na ponte do Brooklin, contada por Leduc, justificando a máxima da 'verdade bem dita':


Em uma manhã de primavera, um pedestre, ao atravessar aquela ponte, pára diante de um mendigo que em vão estendia seu chapéu à indiferença geral. Num cartaz, esta inscrição: 

Sou cego de nascença

Emocionado por este espetáculo, dá sua esmola e, sem nada dizer, vira o cartaz e nele rabisca algumas palavras. Depois se afasta. 

Voltando no dia seguinte, encontra o mendigo transformado e encantado, que lhe pergunta por que, de repente, seu chapéu se enchera daquela maneira. 

É simples, responde o homem, eu apenas virei o seu cartaz e nele escrevi: 

É primavera e eu não a vejo

Nenhum comentário:

Postar um comentário